Com estréia nacional marcada para o dia 29 de Outubro e dirigido pelo ja experiente diretor de gênero horror Daniel Stamm, A Caixa do Demônio chega finalmente em território nacional.

O longa conta a história da escritora de livros infantis Ellen (Carla Gugino), que após a perda de sua mãe para o suicidio, se muda para uma casa isolada de campo.
Nesse inteirim, Ellen é comunicada de que seu primo Winthrop (Lou Taylor Pucci) será liberado do instituto psiquiátrico e precisa de um lar temporário enquanto se recupera de um caso de Estresse Pós Traumatico, adquirido durante seu tempo em um guerra no oriente médio.

Com essa premissa misteriosa “A Caixa do Demônio” começa como um filme do sub-gênero de perseguição stalker, quando a vizinha da casa de campo Vahna (Katherine Isabelle) se apresenta à Ellen e Winthrop, nesse primeiro ato o filme arrisca com muitos jumpscares.
No segundo ato somos introduzidos a um sub-gênero diferente, o mistério de um assassinato, com direito a cenas de prisão, julgamento e junta de provas para inocência e acusação.
O terceiro ato se trata da proposta do filme, o sub-gênero de possessão é introduzido muito rapidamente com explicações diretas e o pulo direto para o clímax.

Com essa inconsistência narrativa, é capaz que o público acabe perdendo o interesse por vários fatores, a maioria dos personagens apáticos, cenas de suspense com um payoff raso e óbvio, conclusões previsíveis e pouca exploração dos motivos de toda a situação.
Com 105 minutos duração, A Caixa do Demonio tem um ritmo que parece se estender a esse tempo, sendo nas considerações finais as únicas qualidades sendo uma boa cinematografia, um suspense que de início nos prende e a atuação da excelente Katherine Isabelle.

Texto por: José Welson
Nota: 2.5/5

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