Nome Original:
Alpha
Direção:
Julia Ducournau
Duração:
128 min
Gênero:
Drama, Terror
Distribuidor:
O2 Play
País de Origem:
França e Alemanha

Com estréia marcada para 4 de Junho, chega aos cinemas brasileiros o filme Alpha dirigido pela experiente diretora Julia Ducournau.

No longa acompanhamos a historia de três personagens da mesma familia a garota de 13 anos que da o titulo do filme Alpha (Mélissa Boros), que após ser infectada por uma ainda misteriosa doença que atinge pessoas pelo contato com sangue, começa a sentir a desolação social antes mesmo de receber o diagnóstico médico.
A mãe de Alpha aqui sem nome, interpretada pela excelente atriz Golshifteh Farahani, é uma enfermeira que lida com pacientes que carregam o vírus cuja a única explicação para nós espectadores é a transformação lenta dos infectados em mármore, no leito do hospital, da descoberta da doença até seus últimos suspiros.

Um personagem enigmático se faz presente, vindo morar por necessidade no apartamento o tio de Alpha e irmão de sua mãe, Amin (Tahar Rahim), um viciado em heroína que ja convive com a doença misteriosa a anos, assim os três nos colocam a par do que pode estar acontecendo no mundo la fora, de caos instaurado a ordens de não contato com infectados.
O filme se deixa fluir com um ritmo calmo apesar da diretora ser conhecida por seus dois filmes anteriores (Raw e Titane) ja bastante aclamados por público e critica.
Aqui o olhar é mais intimo, ângulos fechados, escuros ou com luzes quentes e sem lugar ou tempo a serem reconhecidos pela audiência.

Alpha se perde em algumas idéias que vão sendo misturadas ao roteiro no caminho, deixando um ar de confusão e falta de motivações por parte de seus personagens, apesar do ritmo lento os cortes são repentinos, nos dando uma vertigem narrativa que não faz bem à trama.
Algo que notei como possivel influência pode ter sido o conto de Edgar Alan Poe, chamado A Máscara da Morte Vermelha (1842), inclusive em uma festa que fez tanto paralelo ao conto que temos uma cena de uma personagem vestido em uma mortalha e usando uma máscara vermelha.

Alpha nos traz uma historia entrelaçada entre amor materno, adolescência reprimida e vício em drogas em um tempo de tela que não conclui com muita precisão nenhum dos arcos.
Os pontos positivos estão nas atuações, maquiagem e efeitos especiais, cinematografia e direção, mas a falta de um objetivo prometido na sinopse e os dois filmes anteriores de Julia Ducournau me deixou insatisfeito quando os créditos começam a subir.

Texto by: Welson @welson1305

Nota: 3 ***

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