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Texto by: José Welson
Com estréia marcada para os cinemas nacionais dia 13 de Agosto, estréia A Morte de Robin Hood, escrito e dirigido pelo ja premiado e experiente Michael Sarnoski.

Acompanhamos nesse filme os ultimos dias de Robin Hood (Hugh Jackman), retratado aqui mais como um criminoso fugindo das inevitáveis eventuais vinganças dos familiares de suas vitimas, algo ja retratado nas primeiras cenas.
Vivendo exilado em uma montanha, recebe a visita de seu antigo amigo Little John (Bill Skarsgard), que foi pedir ajuda para recuperar sua fazenda e familia feitas reféns por bandidos.
Com uma cena espetacular de uma batalha cruel a nível O Homem do Norte (Robert Eggers/2022), Robin Hood e Little John vencem a custo de perdas.

Agora com Robin Hood mortalmente ferido, ele é levado a um monastério para poder viver seus ultimos momentos aos conselhos da enfermeira Irma Brigid (Jodie Comer).
O filme a partir desse momento desconstrói todo o heroísmo que ja somos acostumados a atrelar ao personagem principal, e caímos em momentos de arrependimento e reflexões por parte dele e de personagens secundários que vivem adoecidos à beira da morte ou esperando recuperação nesse monastério em uma ilha isolada.
Com uma queda no ritmo o filme se prende à essas reflexões da vida passada de Robin Hood como sendo o vilão da história sem muito o que se redmir e só aguardando sua introspectiva e dolorosa morte.
Pontos positivos para a cinematografia, sempre aproveitando bem os cenários e as luzes naturais de todos os lugares, as atuações principalmente Hugh Jackman nos fazendo acreditar que toda a sua vida não foi de muito proveito de sua parte e Jodie Comer sendo o outro lado da balança acreditando na recuperação da consciência de seus pacientes antes de entrega-los às suas devidas passagens tanto para a morte quanto para a recuperação.

A Morte de Robin Hood é um estudo da lenda por um ponto de vista nunca visto antes, porém com altos e baixos que confundem o espectador em se tratar de um filme de ação e ao mesmo tempo filosófico com temas como arrependimento, inevitabilidade da morte e busca por uma redenção espiritual.
Nota: 3/5







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